"Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Seu eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assutar ninguém por ter saido dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante. (...) Tudo se resume à ferozmente em nunca dar um primeiro grito - um primeiro grito desencadeia todos os outros, o primeiro grito ao nascer desencadeia uma vida. (...) com reverência eu temia a existência do mundo para mim."
G.H. (Clarice Lispector)
sexta-feira, novembro 03, 2006
sobre o grito
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Sabedoria Popular...
"Quem não pode com a mandinga, não arrasta o patuá."
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