O Sivuca morreu...
O Braguinha morreu...
O James Brown morreu...
... e o Maluf continua vivo.
"antigos espíritos do mal, transformem esta forma decadente em MUMM RA!!!"
(deve ser o que o Maluf fala antes de sair de casa...)
Mas eu continnuo cantando!
"Get up, get on up
Get up, get on up
Stay on the scene, like a sex machine!"
"Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica
Não usa vestido, oi!
não usa calção
Inverno pra ela é pleno verão
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração!"
"Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua
fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de Purcina fazendo renda
e o ronco do fole sem parar!"
terça-feira, dezembro 26, 2006
três, só de uma vez
sexta-feira, dezembro 22, 2006
(sem título)
Pensar e problematizar: pleonasmo
cada vírgula
que a gente põe a mais nos períodos
e os pontos finais e parágrafos
(eu adoro polissíndetos)
decidi pular uma linha
ou uma linha foi perdida?
... a polissemia me deixa perdida
como a pronúncia das paroxítonas
já que minha língua é relativa
e muda de boca em boca
abro um parêntese
entre meus parentes
ponto e vírgula e paronomásia
- parataxes justapostas
ou subordinadas, tanto faz
o sujeito sempre me interessou mais que o predicado
fecho o parêntese
pra mim
o acento circunflexo
era um passarinho voando de cabeça pra baixo
e o acento agudo
eram as vogais dizendo adeus
até aceito que a prosopopéia
seja um paradoxo da realidade
mas quem realmente sabe?
afinal: presente, pretérito
modos que constrõem o futuro
geralmente subjuntivo
nunca mais que perfeito
Substantivo próprio, meu nome
Eu mesma: personagem
Pronomes
Vossa excelência e cada adjetivo que me interpreta no palco
Pronto!
Pronto?
Quando o poeta não conclui
são três pontos...
Quando não há mais palavras
Não há pessoas bonitas, nem feias
Não há paisagens bonitas, nem feias
Quando o poeta cansa de voltar pra casa
E esquece os endereços
(já não existe mais vontade
apenas o princípio de partir
não pelo pavor
não de propósito)
O proposto no início
não guarda sentido nem cor.
sábado, dezembro 09, 2006
falando em doláres...
"DOLORES
O jardim florido
está sem flores.
meu amor, partido,
cheio de dor.
e vc , Dolores,
me deixou perdido.
com o coração cheio de paixão
pelos seus olhos... pelo seu olhar.
pelo seu balanço... pelo seu andar....
mas... Dolores não me quer mais
sei porque vc resolveu deixar-me:
é porque vc com esse seu charme
quer tirar partido de sua beleza
quer ganhar dinheiro com o que a natureza
lhe deu, e com muito carinho
.... e vc vende por um precinho
Dolores Cia. Ltda.
que vende seu corpo a qualquer um
do mais puro, ao mais porco
Dolores Cia. Ltda
o que ela quer é ficar muito abonada
.... e mais nada
e eu que pensava que vc me amava
o que vc queria eu lhe comprava
gastei com vc toda minha fortuna
uma transação muito inoportuna
pois perdi o sorriso, todo meu futuro
perdi o paraíso
... e ainda fiquei duro
Dolores gastou meus doláres
em vestidos, em colares
Dolores. Onde estão meus doláres???!!!!"
(poema de Sérgio Augusto, de Antologia Acadêmica volume zero)