... que dia 22 de dezembro ocorre o Solstício de Verão no Hemisfério Sul (e de Inverno no Hemisfério Norte)?
E que antes de existir cristianismo e coisa e tals era isso que comemoravam nessa época?
Então...
Um SOLSTÍCIO DE VERÃO cheio de paz e alegria para todos!!!!
terça-feira, dezembro 25, 2007
Você sabia...
domingo, dezembro 23, 2007
*
"Uma sensação de segurança, a impressão de que uma trégua se firmara entre aquele momento e o futuro irresistível e desastroso, conferiram-me uma espécie de suave esquecimento, de que a mente humana é peculiarmente suscetível."
(cap. 21 - Frankenstein; ou o Moderno Prometeu. Mary Shelley.)
domingo, dezembro 16, 2007
domingo, dezembro 02, 2007
Vicissitudes
"Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és
Ah, bruta flor do querer
ah, bruta flor, bruta flor"
(Caetano Veloso)
Adoro o Caetano... tão baiano...
"Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...
Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E um silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar..."
(Nei Lisboa)
...tão romântico
"Eu não peço desculpa
E nem peço perdão
Não, não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não agüento mais
Ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando
Chutado pelo chão
Psicótico
Neurótico
Todo errado...
Só porque eu quero alguém
Que fique vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração, eternamente colado...
No meu coração, eternamente colado... "
(Jorge Mautner)
...vou Caetanear minha vida!
(sem contar que post só de música é bem mais fácil! Pra que eu vou me estressar tentando escrever o que outros já cantaram tão bem, se eu posso me alegrar cantando com eles?
...enfim! ou não, né? ah! xápralá...)
sábado, dezembro 01, 2007
O Motorneiro
Eu nunca vi um motorneiro
Nunca vi a cor de seus olhos
nem a forma de suas mãos
Não sei o que pensava o motorneiro
quando acordava pra ir trabalhar
Não posso imaginar as palavras que dizia
quando de noite sentava-se para descansar
Eu que nunca vi um motorneiro
fico saudosista de um tempo que não é meu
Fico a pensar que mil cheiros
meu temperamento me privou de viver
...talvez em dezembro
o motorneiro colocasse uma guirlanda na frente do bonde vermelho
E em fevereiro
o confete ficasse nos vãos dos tacos de madeira
colorindo com seus vários tons de jornal desbotado
um mundo de pés passageiros
Eu nunca vi um motorneiro
Nunca vi um dia de sol
Nunca vi em um espelho refletido
minha face a brilhar com um sorriso
Nunca vi a vida passando a trotar
de dentro de um bonde... devagar
Só vejo o borrão das luzes correndo
Só vejo a saudade de um tempo que já foi meu
quarta-feira, novembro 21, 2007
Fre d’Jacque Fre d’ Jcque dorme vu, dorme vu. So leer matine, so leer matine, din din don, din din don...
...na mesma melodia de:
"dez macacos
pularam na cumbuca
um morreu
um morreu
nove se salvaram
nove se salvaram
um se foi
um se foi"
(isso é um plágio... só não sei da onde que eu peguei esse treco...)
segunda-feira, novembro 19, 2007
Momento Mutante
"A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
e estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
e além da porta
Ao porteiro, sim
e eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo é: proibido proibir
É proibido proibir, é proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras, as estantes, as estátuas, as vidraças, louças, livros
sim!
E eu digo sim
e eu digo não ao não
E eu digo é: proibido proibir
É proibido proibir, é proibido proibir
Caí no areal na hora ad vertis
que Deus concede aos seus
para o intervalo em que esteja a alma imersa em sonhos
que são Deus
o que importa o areal, a morte e a desventura
Se com Deus me guardei
é o que me sonhei
que eterno dura
é eis que regressarei
Me dê um beijo... "
(Mutantes)
o que é que termina sem começar
por que sonhamos com coisas que não podem acontecer?
sabemos que elas estão no livro “de coisas que nunca acontecerão em hipótese alguma"
...decoramos o livro de trás pra frente...
mas ainda assim
estupidamente humanos sonhamos...
o fim é mesmo certo, já antes do sonho começar
eu de minha parte, tristemente me despeço
de qualquer sonho que tente arrombar minha porta
(por mais azul que ele seja)
segunda-feira, novembro 05, 2007
adendo
...quem disse que futebol não suscita altos e intrincados fluxos de consciência?
afinal no país do futebol... adequação é tudo!
sábado, novembro 03, 2007
copa
quando chegar a hora da copa
cozinha e mesa posta
contigo num breve suspiro
canto em monotom a canção chata
se desejas desejas desejas três vezes
um desejo de boa sorte
nem uma vez te digo
que já cansei de esperá-la na soleira da porta
de luz acesa, lanterna, velas e candelabros
mas deixa... se não fosse essa festa
ainda estaria cega por conta daquele raio de sol (?)
todos os fogos na hora do gol
estampido na orelha
me acordam pra outro dia...
...só resta aquele olho marcado d'água
como uma nota falsa
quem vai aceitar
quem vai fingir
o seu valor?
acho que fui que peguei de troco
uma nota rabiscada
com bilhete de adeus de um moço...
quarta-feira, outubro 31, 2007
Pegando carona...
...na sorte do dia by orkutim:
"Sorte de hoje: Você nunca mais vai precisar se preocupar em ter uma renda estável."
Tramando uma teia implicada em causalidade e conseqüência, baseada no empirismo e utilizando seu raciocínio lógico, podemos deduzir do texto acima que:
a) é a mega-sena chegando!!!
b) mais uma que vai empacotar...
c) tá aprendendo a fazer artesanato?
d) sempre achei que a Camila iria seguir carreira política!
e) aaaah! o famoso e velho golpe do baú! espertinha, ein?!
sexta-feira, outubro 26, 2007
no meio do caminho
Fé já não trago comigo
e bem sei que falta faz
Mas a vida escorre fácil
e facilmente eu vivo
...as sutilezas todas fúteis todas lindas todas claras todas leves
...tudo ...jogado
E mesmo que fique alerta
piso na merda
Tento deixar de ser lerda
mas tropeço e tombo
Não me esquivo da queda
Essa maldita pedra
consome meu ego vazio...
Um afago ou um remorso inconsciente
toma conta e flutua sobre a platéia
(insuportável cúmplice,
clientela velha)
No fim do caminho sem fim
já nem enxergo
Não há nada para se ver
sábado, outubro 13, 2007
bye bye Brasil...
...fico indignada quando pessoas que produzem coisas boas morrem.
Por isso o ACM não teve espaço no meu blog, mas o Paulo Autran... AH! esse sim!
...merece um belo minuto de silêncio
leve como o vento...
domingo, outubro 07, 2007
Viagem analógica
Poderia pular pelos ponteiros do tempo
e percorrer as horas
sem pensar nos poréns
Acompanhar os minutos com passos poucos...
Sentar na haste dos segundos
(antes que todo mundo)
e sentir a brisa
... balançaria os pés
e meu chinelo cairia às cinco em ponto
(eu voltaria no tempo para apanhá-lo
ou esperaria mais uma volta pro meu pé calçar?)
A brincadeira perduraria...
até que se acabasse a pilha
meu pé, meu querido pé
Bilhões de vezes
meu pé pernóstico se postou na frente do outro
pra prosseguir
Repetidamente assim fez
por não pensar
na possibilidade de parar
domingo, setembro 09, 2007
Metalinguagem Metroviária
Enquanto nos trilhos o trem corria
rumo à estação Trianon
Na TV do vagão o trem partia
espremido em dez polegadas
da plataforma na estação Sé
O Carvoeiro de São Paulo
uma coisa
que eu não gosto
é aquele monte de palavras abstratas
juntas na frase
por força maior de pronomes
e preposições não didáticas
Gosto do som
do carvão do lápis
batendo na capa dura do caderno
quando a gente escreve com letra de fôrma
e pensamento rápido
Batucada.
E do desenho que se forma
com o rastro deixado pelo carvão no papel
... o raciocínio é denúncia de qualquer coisa
que não é mais feliz
que todo o cativante barulhinho
do expessionismo carvoeiro...
É neste ponto que o chefe da bateria apita
(o samba parou na concentração,
de um pensamento chato que teima em ser lógico)
... e as palavras se dispersam assustadas sem o ritmo do surdo
sexta-feira, setembro 07, 2007
domingo, setembro 02, 2007
Esse Cara
"Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher"
(Caetano Veloso)
Será que um dia vou entender a letra dessa música...?
segunda-feira, agosto 13, 2007
Bom... que é difícil cumprir promessas... ninguém precisa convencer ninguém de que é mesmo, né?
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Luz, quero luz
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz
(Vida - Chico Buarque)
***
Talvez agora eu tenha mais um vício pra cultivar. Mas pelo menos esse não tem 18643683438433697846346368443138673654368368686864513687364634368634634 substâncias tóxicas... infelizmente não traz a mesma sensação também, traz em verdade a oposta...
terça-feira, agosto 07, 2007
carregando... 20%...
pô, desculpa pelo mal jeito
mas não tem remendo
pra falta de tempo
o que sai de um minuto
de tec tec no teclado
é mediocre e tapado
pelo sono iminente
e cansaço latente
sai tudo desordenado
tudo embaralhado
era dia, agora é noite
amanhã já nem sei
talvez seja outro dia
talvez seja o mesmo
talvez seja hora
de ir
ou de ficar
ou eu não sei
e já seja a hora de silenciar
shiiiiiiiiiiiiiiiiii...................lêncio!!!!!!!!!!
---------------------------------------------
estaremos durante algum tempo em ajustes técnicos...
... sei lá, essas coisas de manutenção
ajustes... vamos pegar o manual de instrução pra saber como isso fununcia
e todo o processo pode demorar...
...admoestações e afins devem ser encaminhados à Jesus Cristo, ok?
Pos scriptum: não precisa agradecer! Sempre quando precisar estarei presente, pra fazer das noites estreladas, as agoniantes trevas geladas!!!!
sábado, julho 28, 2007
*observação
(apenas pra deixar claro que a homofonia Pascal e paus foi mera coincidência... ou lapso do incosciente, vai saber...!)
sexta-feira, julho 20, 2007
olha o aviãozinho!
ah! esses homens e sua máquinas maravilhosas e os reversos que sempre dão pau...
ah! esses homens e seus paus mandados...
ah! esses homens e seus ...paus!
terça-feira, julho 17, 2007
Pascal
"Não ficamos nunca no tempo presente. Antecipamos o futuro por chegar demasiado lentamente, como para apressar-lhe o curso; recordamos o passado, para detê-lo, por demasiado rápido: tão imprudentes que erramos nos tempos que não são nossos e só não pensamos no único que nos pertence; e tão vãos que sonhamos com os que já não existem e evitamos sem reflexão o único que subsiste. É que o presente de ordinário nos fere. Ocultamo-lo à vista, porque nos aflige; e, se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar. Tratamos de sustentá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão ao nosso alcance para um tempo que não temos nenhuma certeza de alcançar.
Que cada qual examine seus pensamentos, e o achará sempre ocupados com o passado e com o futuro. Quase não pensamos no presente: e, quando pensamos, é apenas para tomar-lhe a luz a fim de iluminar o futuro. O presente não é nunca o nosso fim; o passado e o presente são os nossos meios; só o futuro é o nosso fim. Assim, não vivemos nunca, mas esperamos viver, e, dispondo-nos sempre a ser felizes, é inevitável que nunca sejamos."
(XX, 7)
segunda-feira, julho 16, 2007
dedicatória
aaah!
eu que pensava que o mundo era um complexo inexplicável
hoje já o vejo simples e disperso e sozinho demais...
eu que enxergava tudo tão difícil e distante e dolorido
não entendo mais nada agora...
se sou eu
se é você
que explica por que tudo é tão diferente e parecido ao mesmo tempo...
escape, escape, escape!!!
Quanta audácia, quanta vontade...
meu câncer crescendo...
puts! que bagunça atrasada!!!
ou que atraso essa bagunça provoca...
não existe no mundo o "não me toques"
todos querem ser tocados...
mundo frágil, só e fácil
dócil como gado domado
Ainda assim,
mesmo previsível,
não tenho palavras
(elas sim, manto criado para cobrir todos os instintos
invento que fugiu do criador
são arredias
e não cumprem sua função)
Eu que queria tanto fazer um samba
fiz um poema.
E não entendo, não entendo, não entendo!
Queria enxugar o raciocínio
ao nível das cinco sílabas poéticas
mas meu mundo vai mudando
já é mentira...
ou medo
Já mendigo desde o início
um pouco de atenção...
(é isso mesmo
um bicho de estimação)
... potencialidade divina
o mundo tem demais
eu a adapto como me convém
eu adoto o que me convém
e escapo, escapo, escapo!!!
sexta-feira, julho 13, 2007
aulas...
... sobre o verso; ministradas pelo prof. Rodrigo Severiano.
Nada
"A esta hora do dia
a cabeça esvazia
não quero fazer rima,
só falar deste nada
Será que já foi feito
um poema sobre o vazio
A falta de palavra,
de sentimento, o pensamento
nulo, sem eticetaras?
Hoje não quero
dissertar o amor
nem poetizar o ódio
Quero apenas
descrever com erros
de português o sentimento
do zero, do conjunto matemático
inexistente, do nó na garganta
da ausência
Não pense que vou falar
da solidão, pois o só
são muitos,
às vezes muitas
lágrimas, inquietações
gritos, sussurros. Onde
o sentir mostra
as suas múltiplas
faces em uma só, multiplica-se
Com uma caneta Bic e
uma folha em branco
descrevo o vazio, completando-o
com palavras, tornando o branco,
antes com milhões de possibilidades,
em uma só, ou nenhuma
Pego meu pensamento e elevo
ao mais alto grau do vazio,
a mais baixa freqüência,
à morte cerebral
Então meu pensamento
apaga, os meus músculos
já param de responder
e deixo o espaço em branco
rabiscado para não haver.
Minha caneta de repente
como o nada
sem ponto nem vírgula
em letras minúsculas
e pequenas se cala"
Severo
sexta-feira, julho 06, 2007
Digo
E se todos os poemas
começassem pelo fim
... seria mais fácil
pois te digo
que não consigo jamais terminá-los
Meus estados de alma
não se findam
Começo a dizer
algo
que não sei bem o significado
bem sei que me saem
sem esforço
e também que somem
e depois se repetem
Por que não tentar?
vira-se o papel sulfite
(de cabeça pra baixo)
e trocam-se início e fim!
... simples e glorificante como uma chuva de verão
(ah! o cheiro da chuva de verão!
daria tudo nesta vida para ter um sachê
com o perfume da chuva de verão
guardado dentro do meu armário...)
E o poema diz
mas que importa
tal fato
se nem mesmo há um fim?
Se não há fim
de que vale o meio e o começo?
O final não chega
o meio se prolonga
(no meu ombro pousa um corvo
com um pedido de socorro)
E talvez esse miolo
seja o meio de dizer a vida...
Pois se não é raro esquecer o começo
não lembrar o início da história...
Ainda por cima ignoramos o final
(no escuro jogamos - mão de onze)
... só
posso tentar dizer
mais alto
Até que me avise do perigo
e diga:
é agora
é o fim
sábado, junho 30, 2007
Projeto reciclar
Fase 1
Neo provérbios da contemporaneidade (era pós-Dolly)
"A vida é bela
e a girafa clonada ainda é amarela."
quarta-feira, junho 27, 2007
melô do sonegador do imposto de renda
"...
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
..."
(Apenas mais uma de amor - Lulu Santos/Nelson Motta)
sexta-feira, junho 08, 2007
.
No cair da noite me baixa um silêncio de flauta doce
E meus poemas escritos em papel higiênico
subsistem de um tentar em movimento cíclico
(infinito)
em órbitas transparentes
pontilhadas por cabos de vassoura nova de piaçava
.... a lua pateticamente aparece detrás da nuvem
o satélite é natural para todo o continente
(sinal perfeito)
Toca uma música de final feliz
Uma calma contida em algum canto
força minha boca a um formato de sorriso sem motivo
Meu papel-poema também vai pro lixo
mas desenrolam-se, pingando
os créditos
check up
Como não me sentia muito bem nos últimos tempos
marquei uma consulta com um clínico geral.
Sem diagnóstico definido.
O doutor recomendou
que eu "mantivesse repouso"...
... eterno
(complemento pessoal)
cansadismo
que se vá
cada um pro seu canto
pra cá
calado
contra-mão
uma cor contrária no quadro da sala
cá estou
... no caminho das suas costas
A confusão que sua cara (me) provoca
a marca pra esquecer
uma casa pra te encontrar
e cordas de um canário pra compreender
canta, reclama
quando estou no seu quintal
tô caduca
(já estou)
com saudade
tô em crise
tô no crediário
tô sem cor
quarta-feira, abril 04, 2007
Projeto Reciclar - Fase 1
Neo provérbios contemporâneos pós 2ª guerra
"A vida é um abrigo anti-nuclear de surpresas"
sábado, março 31, 2007
Projeto Reciclar - fase 1
Neo provérbios da pós-modernidade
"Por isso que eu sempre digo:
O universo tem 4 dimensões
Cuidado onde você pisa!"
terça-feira, março 20, 2007
melô do desocupado
"Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia
Valeu o dia. Valeu o dia
Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Cantando a melodia
Podia ter muitas garotas mas você é diferente
Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia
Valeu o dia. Valeu o dia"
(Tarde Vazia - Ira!)
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
CIA.
Companhia...
cada indivíduo ilhado
separado por porções de tecido epitelial
cada qual em seu gramado cercado
"não pise a grama"
cada qual com seu rebanho de pensamentos
(em plágio a Caeiro)
Para nossa mente não basta o arame farpado
... a cerca é elétrica
espiam atentas câmeras
de um intrincado, confuso
despreparado
mas eficiente circuito de vigilância
Do famoso dizer
"sorria, você está sendo filmado"
não se vê nem sombra...
no nosso mundinho
a ocorrência maior é da frase
"Afaste-se
Propriedade privada"
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
caso antigo
nem deu pra acreditar que chorei
derramei lágrimas
surpresa, veio uma torrente
um temporal, uma chuva
inundou tudo
encheu meu corpo de sal
e uma sensação de derrota alagou meus pensamentos
perdi... simplesmente, perdi um sonho
como é estranho perder um sonho...
afinal, ele continua comigo
inimigo
ao meu lado
cutucando meus olhos
(dai lacrimejo)
mas a tristeza é a mais incomoda
virtual
concreta
...foi aquela sensação da traição
(mas traição de que, pensei eu
que compromisso
laço
ou abraço
pode ter sido quebrado?)
lembro daquele olhar e tudo a minha volta
vira uma foto em preto e branco
como se já fosse passado
se já tivesse acabado
destruído
destroçado...
lembro de novo daquele moço e tudo a minha volta
vira uma foto colorida
como se já fosse possível
inevitável
mas imprevisível...
e de lembranças minha alma está super lotada...
desanimada como um picolé derretendo no verão
a cada momento cai uma gota açucarada e cheia de cor
que não é mais picolé e não serve pra mais nada
apenas pra deixar os dedos grudentos e fazer sujeira
assim são meus sonhos perdidos...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
E vai rolar a festa?
(observação importante: isto é uma crônica meus amores, não um depoimento da novela das oito...)
O convite estava na caixa de entrada do meu e-mail, com dia, horário, local e uma pequena amostra da lista de convidados. Tal evento não seria nenhuma entrega do prêmio Nobel, nem haveria qualquer chefe de Estado presente; era na realidade, muito mais importante. Ele, o vulgo falecido, meu ex-namorado, estaria lá e para piorar a situação, com sua nova companheira. Não que do final de nossa relação tenha sobrado apenas ressentimento, mágoa, intriga e ciúme. Até que éramos bons amigos, porém amigos de telefone, sabe? Porque depois do que foi o nosso último e derradeiro encontro, ainda não havíamos nos encontrado cara a cara. A expectativa era uma questão de vaidade e para satisfazer meu ego, tornava-se imprescindível que eu estivesse impecável e ... deliciosamente irresistível.
Sem dúvida diante de uma evidência de tamanha magnitude, seria necessário capricho, seria necessário usar aquela calça. Assim corri para abrir as portas do armário e no meio do quarto iluminado apenas pela tela do computador, a vesti. Ou pelo menos tentei.
Como aquilo foi acontecer? A única roupa que poderia ser usada em tal ocasião não se deixava abotoar. Puxa daqui, puxa dali, encolhe a barriga, deita na cama, encolhe mais ainda a barriga e nada. Seria castigo dos deuses? Talvez... Porém seria impossível ir desta forma, ou melhor, com esta forma enorme nos quadris... Então resolvi dar uma de Prometeu e desafiar os deuses: iria emagrecer, iria entrar naquela calça e iria arrasar na festa.
Foi uma semana difícil: comida light, nada de carboidratos, muita salada e no jantar apenas frutas terrivelmente inodoras, insossas e quase invisíveis. De forma irônica recebi, e com enorme dor no coração recusei, um convite para ir a um rodízio de pizzas, dois para almoçar no Mc Donald´s e outro para ir ao cinema, de tanto medo que tive só de imaginar o odor daquela pipoca quentinha com manteiga derretida por cima. Pois bem, quando fui me pesar no sábado de manhã, toda a fome acumulada durante o maldito regime ficou para trás. Três quilos a menos! Extraordinário, não? A calça entraria como uma luva e a guerra dos botões chegaria ao fim.
Só que à noitinha, quando fui me vestir ansiosa para a festa, tive uma surpresa. Uma surpresa que poderia ter sido evitada com o simples uso correto de pronomes possessivos. Isto é seu, aquilo é meu e essa dificilmente será nossa. E não é por egoísmo, mas por questão de organização. Quando vesti a calça, ela não só foi abotoada com facilidade, como também ficou larga, larga de um jeito que não deveria estar.... Acontece que a peça que havia experimentado há uma semana atrás não era a mesma que usava neste momento.... No quarto mal iluminado, eu provei uma que minha amiga esqueceu em casa e que apesar de ser muito parecida com a minha, era um número menor do que meu manequim usual. Claro que eu não consegui abotoá-la... Aliás, jamais teria sucesso em tal empreitada.
Enfim, botando na balança o desfecho dos fatos, nada ficou em sua medida ideal: o regime foi por água a baixo – por que depois de perceber que a semana de sofrimento foi em vão, ataquei um enorme pedaço de lasanha - e também minha presença na festa. Ocorre que naquela noite quente de verão, enquanto eu trajava uma calça larga meio que caindo toda hora, a funesta namorada do meu “ex” estava com as longas pernocas de fora, em uma indigesta saia com sabor de quero mais.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
sobre o aniversário
Quando a gente é criança, a expectativa pelo aniversário é enorme.
Porém justificável, afinal vai ter festa, presentes, bexiga, brigadeiro, coxinha e bolo.
Daí que a gente acaba crescendo e vira adolescente, mas ainda fica ansioso por cada aniversário. Nada mais justo, afinal será um ano a menos pra chegada da maioridade.
Depois é que fode tudo...
Por exemplo, fazer 21 anos não tem a mínima graça... (e provavelmente fazer 22 não vai ter também... imagina o resto então!)
...haja paciência pra se viver, viu?
quarta-feira, janeiro 10, 2007
comentário relevante sobre a Fuvest 2007
...se eu pego o filho da mãe que fez o lixo da proposta de redação desse ano ele não vai ficar com um dente sequer na boca.