domingo, setembro 09, 2007

Metalinguagem Metroviária

Enquanto nos trilhos o trem corria
rumo à estação Trianon
Na TV do vagão o trem partia
espremido em dez polegadas
da plataforma na estação Sé

O Carvoeiro de São Paulo

uma coisa
que eu não gosto
é aquele monte de palavras abstratas
juntas na frase
por força maior de pronomes
e preposições não didáticas

Gosto do som
do carvão do lápis
batendo na capa dura do caderno
quando a gente escreve com letra de fôrma
e pensamento rápido
Batucada.
E do desenho que se forma
com o rastro deixado pelo carvão no papel

... o raciocínio é denúncia de qualquer coisa
que não é mais feliz
que todo o cativante barulhinho
do expessionismo carvoeiro...

É neste ponto que o chefe da bateria apita
(o samba parou na concentração,
de um pensamento chato que teima em ser lógico)

... e as palavras se dispersam assustadas sem o ritmo do surdo

sexta-feira, setembro 07, 2007

Nessun Dorma...

Tecla sap:

Ninguém dorme...

Uma lágrima pro meu amigo Pavarotti...

domingo, setembro 02, 2007

Esse Cara

"Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher"

(Caetano Veloso)


Será que um dia vou entender a letra dessa música...?

Sabedoria Popular...

"Quem não pode com a mandinga, não arrasta o patuá."