domingo, setembro 09, 2007

O Carvoeiro de São Paulo

uma coisa
que eu não gosto
é aquele monte de palavras abstratas
juntas na frase
por força maior de pronomes
e preposições não didáticas

Gosto do som
do carvão do lápis
batendo na capa dura do caderno
quando a gente escreve com letra de fôrma
e pensamento rápido
Batucada.
E do desenho que se forma
com o rastro deixado pelo carvão no papel

... o raciocínio é denúncia de qualquer coisa
que não é mais feliz
que todo o cativante barulhinho
do expessionismo carvoeiro...

É neste ponto que o chefe da bateria apita
(o samba parou na concentração,
de um pensamento chato que teima em ser lógico)

... e as palavras se dispersam assustadas sem o ritmo do surdo

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"Quem não pode com a mandinga, não arrasta o patuá."