... como versa meu já velho amigo Riobaldo:
"Mas sucedia uma duvidação, ranço de desgosto: eu versava aquilo em redondos e quadrados. Só que coração meu podia mais. O corpo não traslada, mas muito sabe, adivinha se não entende."
(GSV - JGR)
quarta-feira, julho 30, 2008
causo que si sucedi...
.
que a saudade me morde
nem te contei
que sua falta me desagrada
e seu sorriso me faz falta
que suas frases
inesperadas
que me fazem rir
não sei
que a vontade me faz mal
a curiosidade me espeta as orelhas
e todos os outros sentidos
que meus sonhos a cada dia
aumentam
de tamanho, de volume, de capacidade
não
que não quero escrever pra você
conjugando os verbos na segunda pessoa do singular
só pra não assumir como óbvia trovadora
medieval e sublimamente retórica
um desejo cheio de vontades...
já sabe
e não convém sublinhar
algo que permanece entre aspas...
Como seriam...
...os encontros eróticos entre membros da elite acadêmica:
"Vai, safado... me dissipa!"
quarta-feira, julho 23, 2008
Poema do Até Logo
Que Recife abarque, com cuidado
todos os devaneios
ilustrações
pensamentos
e gostos
do meu amigo amado
Que não deixe de levar
notícias
beijos
cafunés
e abraços
em cartas e postais endereçados
Que deixe sobreviver
mesmo na praia
as saudades
as lembranças
as vitórias
de um povo louco de São Paulo
Que toque com a brisa
os cantos de uma terra
Cordel
com os outros
Hermanos
todos juntos misturados
E que não deixe esquecer
empoeirado
e guardado
as idéias que cá nasceram
floriram
só não desabrocharam
sábado, julho 19, 2008
...
mas não há sentido algum no amor. Não há unicidade, não há multilateralismo. Sendo que ao mesmo tempo, não lhe cabem paradoxos. Tudo consta como apenas uma certeza, de um segundo. Amo, sem entender e sem vontade de explicar.